Caracteriza-se pela presença de obsessões, compulsões ou ambas, que consomem tempo significativo (geralmente mais de uma hora por dia) e resultam em sofrimento clinicamente relevante ou prejuízos na rotina. As obsessões são ideias ou imagens persistentes que surgem de forma indesejada e involuntária, sendo vivenciadas como intrusivas e geradoras de grande mal-estar. Para tentar neutralizar esse desconforto, a pessoa sente-se impelida a realizar comportamentos repetitivos, como lavagem excessiva das mãos e organização de objetos, ou atos mentais, como rezar e contar, seguindo regras rígidas que ela mesma estabelece.
Segundo a American Psychiatric Association (2022)Referência bibliográfica AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders: DSM-5-TR. 5th ed. text rev. Washington, DC: American Psychiatric Association Publishing, 2022.
Saiba mais., os sintomas costumam se agrupar em temas comuns, conhecidos como dimensões, que incluem limpeza (medo de contaminação), simetria (necessidade de ordem e repetição), pensamentos proibidos (temas agressivos, sexuais ou religiosos) e medo de danos (verificações constantes para evitar perigos). O nível de consciência sobre a irracionalidade dessas crenças, chamado de insight, varia entre os pacientes, podendo ir desde o reconhecimento de que os pensamentos não são verdadeiros até a convicção absoluta de que os rituais são necessários para evitar catástrofes. O início do transtorno costuma ser gradual e, sem o tratamento adequado, tende a ser crônico, impactando severamente o desempenho escolar, profissional e a qualidade das relações interpessoais.
O termo “Transtorno Obsessivo-Compulsivo” é o nome técnico oficial e o mais adequado. O uso da sigla TOC é recomendado em materiais informativos por ser amplamente reconhecido pela população, facilitando a identificação da condição.